Política
Plenário pode votar unificação do prazo de inelegibilidade na terça
Projeto de Lei que Unifica Prazo de Inelegibilidade é Pautado no Senado
Na próxima terça-feira, 26 de setembro de 2023, o Plenário do Senado deverá votar uma proposta de lei que altera as regras sobre a inelegibilidade de políticos. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 192/2023, proposto pela deputada Dani Cunha (União-RJ), visa unificar o prazo de inelegibilidade em um período de oito anos.
Votação e Propostas em Pauta
A sessão deliberativa está agendada para as 14h e inclui quatro itens na agenda. A votação do PLP 192/2023 foi adiada anteriormente devido à falta de consenso entre os líderes partidários, e agora retorna com um relatório favorável do senador Weverton (PDT-MA) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Contexto da Inelegibilidade
Atualmente, a legislação prevê que um político declarado inelegível fica impedido de concorrer a eleições durante a duração de seu mandato, além de mais oito anos após o término da legislatura. O projeto de lei em discussão propõe uma alteração significativa — o prazo de inelegibilidade passaria a ser fixo, contados a partir de uma das seguintes condições:
- A decisão que anula o mandato do político.
- A escolha em que houve prática abusiva.
- Uma condenação proferida por um órgão colegiado.
- Renúncia ao cargo eletivo.
Essa mudança, se aprovada, teria aplicação imediata até mesmo para condenações já existentes, um aspecto destacado pelo senador Weverton, que acredita que o texto proposto traz “mais objetividade e segurança jurídica”.
Outros Projetos em Discussão
Além do projeto sobre inelegibilidade, a pauta do Senado também inclui importantes propostas que buscam abordar questões sociais e culturais em diversas esferas.
Escolas Indígenas: Nomeação e Cultura
Outro projeto relevante é o PL 3.148/2023, que cria diretrizes para a denominação de escolas públicas indígenas, quilombolas e rurais. Proposto pela deputada Célia Xakriabá (PSol-MG), ele estabelece que as comunidades locais terão a autonomia para escolher o nome das instituições de ensino. Cada sistema de ensino — municipal, estadual e distrital — terá um ano para definir as regras de consulta e participação comunitária.
Conforme a proposta, as sugestões de nome devem respeitar as tradições e a cultura das comunidades envolvidas, proibindo homenagens a pessoas vivas ou a indivíduos envolvidos em atos de lesa-humanidade.
Votação da Lei Maria da Penha
Os senadores também poderão aprovar o PL 5.178/2023, que oficializa o nome de Maria da Penha na Lei 11.340 de 2006, a conhecida Lei Maria da Penha. Essa norma foi criada para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher e é uma homenagem à farmacêutica bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes, que se tornou símbolo de luta contra a violência após sobreviver a uma tentativa de assassinato pelo ex-marido. O projeto recebeu parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).
Acordo com a Colômbia sobre Dupla Tributação
Outro item da pauta é o projeto de decreto legislativo (PDL) 311/2024, que visa ratificar um acordo com a Colômbia. Este acordo tem como objetivo eliminar a dupla tributação sobre a renda e evitar a evasão e a elisão fiscais entre os dois países. O relatório favorável a este projeto foi elaborado pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR) na Comissão de Relações Exteriores (CRE).
Implicações Práticas das Propostas
Se o PLP 192/2023 for aprovado, os efeitos sobre a política nacional serão profundos. A unificação do prazo de inelegibilidade traz uma maior clareza nas regras eleitorais, permitindo que candidatos saibam, com exatidão, quando poderão voltar a concorrer após uma condenação ou situação de inelegibilidade. Isso poderá incentivar mais figuras políticas a se candidatarem, gerando um ambiente mais dinâmico nas disputas eleitorais.
A legislação sobre escolas indígenas enfatiza a necessidade de um respeito mais profundo pela cultura local e pela participação da comunidade nas decisões que afetam a educação. O fortalecimento do papel da comunidade na escolha dos nomes reforça a identidade cultural e a valorização dos saberes tradicionais.
Quanto à Lei Maria da Penha, a formalização do nome de sua mentora não só homenageia sua trajetória de luta, mas também pode reforçar políticas públicas voltadas para a proteção das mulheres, promovendo uma maior conscientização sobre a violência de gênero.
Por fim, o acordo com a Colômbia representa um passo importante na cooperação entre os dois países, facilitando negócios e investimentos mútuos, além de contribuir para uma maior transparência em questões fiscais.
Conclusão
A votação programada para o dia 26 de setembro representa um momento chave na formulação de políticas em várias frentes – desde a inelegibilidade até o reconhecimento cultural. As mudanças sugeridas nos projetos têm o potencial de impactar a política, a educação e a proteção dos direitos humanos no Brasil. É de suma importância que os cidadãos acompanhem essas propostas, pois elas moldam o futuro político e social do país.
Política
Senadora Leila Barros propõe ética para fortalecer o STF
Nessa terça-feira (4), durante um pronunciamento marcante, a senadora Leila Barros (PDT-DF) expressou sérias preocupações sobre a crise moral e ética que atualmente aflige o Brasil. Segundo a senadora, essa crise transcende os limites da economia e da política, impactando significativamente a confiança da sociedade nas instituições. Enquanto o país enfrenta desafios multidimensionais, a senadora fez um apelo por mudanças que podem restabelecer a integridade no sistema judicial.
A Necessidade de um Código de Ética para o STF
A iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de propor a criação de um código de ética para os membros da Corte foi elogiada por Leila Barros. A senadora argumenta que a implementação de regras claras de conduta é vital para reforçar tanto a legitimidade quanto a autoridade moral do STF.
Transparência e Credibilidade
Em sua fala, Leila destacou que a adoção de um código de ética não apenas legitimaria as ações do STF, mas também serviria como um exemplo positivo para todo o sistema judiciário e para a sociedade em geral. Segundo a senadora, “o exemplo precisa vir de cima”, reforçando a ideia de que as instituições mais altas da República devem ser as mais rígidas em suas próprias práticas éticas.
Leila declarou: “Um código de ética não fragiliza o Supremo; ao contrário, fortalece sua legitimidade, sua autoridade moral e sua capacidade de inspirar todo o Poder Judiciário e a sociedade como um todo”. Esse tipo de afirmação é crucial, pois pode ajudar a restaurar a confiança do público nas instituições, um fator vital para a estabilidade democrática.
O Impacto de Decisões Políticas no Setor Público
Na mesma ocasião, a senadora abordou investigações recentes envolvendo o Banco Master, que foi liquidado por determinação do Banco Central, e o Banco de Brasília (BRB). Leila Barros ressaltou que essas situações evidenciam os riscos da relação inadequada entre o governo e interesses privados. A senadora não hesitou em afirmar que episódios como esses reforçam a urgência de estabelecer padrões éticos mais rigorosos e aumentar a responsabilidade na gestão de recursos públicos.
Consequências de Decisões Temerosas
“Informações que vêm a público indicam que o BRB foi exposto de forma temerária a operações envolvendo uma instituição que hoje está sob investigação e em processo de liquidação”, disse Leila. O que preocupa ainda mais a senadora é o indício de que decisões políticas podem ter se sobreposto a alertas técnicos, princípios de governança e ao dever básico de proteger os interesses dos cidadãos do Distrito Federal.
Esse tipo de afirmação revela a necessidade premente de uma revisão das práticas administrativas e das relações entre o setor público e privado. Além disso, destaca o papel fundamental que um código de ética pode desempenhar nesse contexto, promovendo maior transparência e responsabilidade.
A Repercussão das Palavras de Leila Barros
As declarações de Leila Barros têm gerado um amplo debate sobre a ética nas instituições brasileiras. Especialistas em ética pública e governança têm ecoado suas preocupações, apontando que a confiança nas instituições é um pilar essencial para a democracia. A falta dessa confiança pode levar a uma crise ainda mais profunda, com impactos de longo prazo na qualidade da governança e na participação cidadã.
O Papel da Sociedade
A sociedade também tem um papel crucial a desempenhar nesse processo de revitalização ética nas instituições. É fundamental que cidadãos estejam atentos e exijam maior responsabilidade e transparência de seus representantes e instituições. Somente com a pressão social é que mudanças significativas podem ocorrer.
Caminhos para a Ética e a Confiança nas Instituições
Em um momento crítico da história brasileira, a chamada da senadora Leila Barros para a criação de um código de ética no STF pode ser um passo importante em direção à restauração da confiança pública. A adoção de normas éticas claras não apenas fortaleceria a legitimidade do Supremo, mas também poderia inspirar todo o sistema judiciário e influenciar positivamente as práticas administrativas em todo o país.
As implicações dessa discussão são vastas e devem ser cuidadosamente consideradas por todos os envolvidos: políticos, cidadãos e instituições. Assim, a luta por uma Brasil mais ético e transparente é um compromisso que deve ser mantido por todos.
Política
Congresso Nacional inicia atividades legislativas com prioridades em 2026
Em uma sessão solene realizada no Plenário Ulysses Guimarães do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (2), foram oficialmente abertos os trabalhos legislativos de 2026. O evento, que contou com a presença de autoridades dos diferentes Poderes, apresentou um conjunto de prioridades que ditarão o rumo das discussões e votações ao longo do ano.
Alinhamento de Prioridades entre os Poderes
Durante a cerimônia, o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, destacou a importância do diálogo político e institucional como base para um governo mais eficaz. Ele enfatizou que o Poder Legislativo é a “expressão maior da representação democrática do povo”, conforme relatado em sua fala.
Temas Prioritários
As prioridades a serem abordadas incluem o encerramento da escala 6×1, ações para a proteção ambiental, o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio, além de temas relacionados à segurança pública. Os senadores também mencionaram a relevância do projeto sobre a dosimetria de penas e a necessidade de avanços nas discussões em torno do acordo entre Mercosul e a União Europeia.
Mensagem do Governo Federal
O primeiro-secretário da Mesa do Congresso, deputado Carlos Veras (PT-PE), leu a mensagem do presidente Lula, que traçou a lista das iniciativas prioritárias do governo. Essa lista abrange a redução da jornada de trabalho, com foco no programa Gás do Povo, a preservação ambiental e ações educativas para diminuir o feminicídio.
Apoio do Congresso
O governo ressaltou a importância de parcerias com o Congresso para viabilizar a aprovação de propostas legislativas que tratem dessas prioridades, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o Projeto de Lei Antifacção.
Ações na Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta, delineou a agenda legislativa e destacou a necessidade de votação da medida provisória do programa Gás do Povo ainda nesta semana. Além disso, após o Carnaval, a PEC da Segurança Pública será colocada em pauta. Motta reiterou a urgência de enfrentar a violência contra a mulher, refletindo um compromisso conjunto entre os Poderes.
Propostas para o Combate ao Feminicídio
A Câmara não só propõe medidas para reduzir a jornada de trabalho, mas também está atenta à situação das mulheres no país. O enfrentamento do feminicídio e a criação de políticas públicas direcionadas são fundamentais para garantir a segurança e os direitos das mulheres no Brasil.
O Papel do Judiciário
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, também fez sua parte ao comunicar a importância da luta contra o crime organizado. Fachin reforçou que os esforços do Judiciário para combater a violência e melhorar as condições dos presídios brasileiros serão amplamente priorizados em 2026. Ele pediu colaborações do Congresso para alcançar esses objetivos, destacando a urgência dessas questões na sociedade.
Cerimônia Abrangente e Simbólica
A abertura dos trabalhos teve início ao ar livre, com a presença das Forças Armadas, uma tradição que simboliza a seriedade dos compromissos assumidos. O hino nacional foi executado pela banda do Batalhão da Guarda Presidencial, enquanto as bandeiras foram hasteadas em frente ao Congresso.
Momentos Cerimoniais
A bandeira do Brasil foi acompanhada por uma salva de gala de 21 tiros de canhão, ressoando a importância do evento. Davi Alcolumbre inspecionou as tropas e, junto a Hugo Motta, fez sua entrada no Plenário Ulysses Guimarães, onde a Banda dos Fuzileiros Navais novamente entoou o hino nacional, marcando o início oficial das atividades legislativas.
Implicações Práticas
As decisões tomadas no Congresso Nacional em 2026 terão um impacto significativo no cotidiano dos brasileiros. Com a determinação de combater a violência, proteger o meio ambiente e melhorar as condições de justiça, as medidas anunciadas têm potencial para moldar um futuro mais seguro e sustentável.
O início dos trabalhos legislativos de 2026 representa um momento crucial para o Brasil. As prioridades traçadas pelos três Poderes evidenciam um compromisso conjunto em enfrentar questões sociais e ambientais relevantes. A participação ativa da sociedade civil e a colaboração mútua entre os Poderes serão essenciais para garantir que essas pautas sejam efetivamente implementadas, promovendo um país mais justo e igualitário.
As ações e decisões do Congresso, portanto, não devem apenas ser acompanhadas, mas também demandadas pela população, que deve exercer seu papel de vigilância e participação ativa na política nacional.
Política
Abertura do Ano Legislativo de 2026 ocorre nesta segunda-feira
O ano legislativo de 2026 terá seu início nesta segunda-feira, 2 de outubro, às 15h, com uma sessão solene que promete ser um marco para a política brasileira. A inauguração da quarta e última sessão da 57ª Legislatura será realizada no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados, onde se reunirão senadores e deputados federais.
Solenidade de Abertura
Ritual das Forças Armadas
Antes da sessão solene, uma tradição se manterá viva: a solenidade externa com a presença das Forças Armadas. O evento está preparado para se adaptar às condições climáticas, com dois roteiros alternativos a serem seguidos, dependendo da ocorrência de chuva.
Caso o tempo se mantenha favorável, a cerimônia terá início com a chegada dos presidentes das duas casas legislativas em seus veículos oficiais. Eles desembarcarão na lateral do gramado do Palácio do Congresso, onde a banda do Batalhão da Guarda Presidencial executará o hino nacional. Durante esta execução, as bandeiras do Brasil serão hasteadas simultaneamente nos mastros da Câmara e do Senado. Logo em seguida, o 32º Grupo de Artilharia de Campanha realizará uma Salva de Gala, emitindo 21 tiros de canhão em celebração ao evento.
Recepção e Cerimônia
O comandante da Guarda de Honra conduzirá o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, em uma revista às tropas. Este ritual é simbólico, representando a verificação da preparação dos militares para o cumprimento de suas funções. Após esse momento, Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, subirão a rampa do Congresso, onde serão recebidos pelos secretários-gerais e diretores-gerais das duas casas.
Na entrada do Salão Negro, cumprimentos serão trocados entre os presidentes e os portadores das mensagens do Poder Executivo e do Poder Judiciário, além de líderes partidários representando tanto o Senado quanto a Câmara.
Caso a chuva apareça, todo o protocolo será transferido para o Salão Branco, onde se dará a leitura das mensagens e os discursos, embora os tradicionais tiros de canhão e a subida na rampa serão cancelados.
Mensagens e Temas Prioritários
Leitura das Mensagens
A sessão de abertura contará com a presença de diversas autoridades e a leitura de mensagens importantes. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, iniciará os trabalhos com a formação da Mesa solene e a execução do hino nacional pela Banda dos Fuzileiros Navais.
Na sequência, Alcolumbre procederá com a leitura da mensagem do Poder Executivo. Este documento, que é entregue pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, destacará temas e projetos que foram considerados prioritários pelo governo federal para o ano de 2026. A leitura será realizada pelo primeiro-secretário da Mesa do Congresso, deputado Carlos Veras (PT-PE).
Além disso, está programada a leitura da mensagem do Poder Judiciário, que será apresentada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
Pronunciamentos das Lideranças
Após as mensagens, acontecerão os pronunciamentos dos presidentes Davi Alcolumbre e Hugo Motta. A expectativa é que esses discurso abordem as principais questões enfrentadas pelo país e o papel legislativo nas futuras deliberações. Davi Alcolumbre encerrará a solenidade, marcando o início formal do trabalho legislativo.
Expectativas para 2026
Desafios e Oportunidades
O ano legislativo de 2026 será crucial, especialmente considerando o cenário político e econômico atual. A agenda legislativa deverá incluir uma ampla variedade de temas, desde reformas estruturais até políticas sociais. O governo deve enfatizar a necessidade de um trabalho colaborativo entre os poderes para enfrentar os desafios que vêm pela frente.
O Papel da Sociedade Civil
A participação da sociedade civil será vital para o acompanhamento das decisões tomadas no Congresso. Com a leitura das mensagens do Executivo e do Judiciário, haverá uma oportunidade para os cidadãos se engajarem nas discussões sobre os projetos prioritários. É importante que a população mantenha um olhar atento sobre as propostas que serão debatidas, uma vez que elas impactarão diretamente a vida de todos os brasileiros.
A abertura do ano legislativo de 2026, marcada por uma ceremonia solene, representa mais do que apenas o início de mais uma etapa no funcionamento do Congresso Nacional; é um momento de renovação e expectativas. A cerimônia, repleta de símbolos e rituais, dará espaço a discussões que moldarão o futuro do Brasil. O desafio para senadores e deputados é duplo: traduzir as demandas da sociedade em legislações efetivas e construir um ambiente de diálogo que favoreça o desenvolvimento do País.
Fica, portanto, a responsabilidade para cada cidadão de acompanhar e participar ativamente desse processo democrático, garantindo que as vozes da sociedade sejam ouvidas e consideradas nas decisões que impactam a todos nós.
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