Economia
Portabilidade do consignado CLT entre bancos é adiada para 16 de maio
Saiba por que a portabilidade do consignado CLT entre bancos foi adiada. Descubra as novas datas e como isso pode impactar seu crédito!
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A portabilidade de crédito consignado para trabalhadores com contrato CLT passou por mudanças importantes. A nova data para começar é 16 de maio, após um atraso. A medida permitirá que os trabalhadores mudem suas dívidas para bancos com taxas melhores e mais acessíveis. Esta é uma boa oportunidade para quem já possui crédito e quer pagar menos. A ferramenta para isso será o app Carteira de Trabalho Digital, que facilitará a negociação e a migração de bancos.
- Portabilidade do consignado CLT foi adiada para 16 de maio.
- Trabalhadores podem trocar dívidas por taxas menores no banco atual.
- A partir de 6 de junho, é possível migrar entre bancos após adesão ao novo consignado.
- Empréstimos consignados já chegam a R$ 10,1 bilhões em um mês.
- Trabalhadores precisam usar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital para obter ofertas.
Mudanças na Portabilidade do Crédito Consignado CLT
Novo Prazo para Portabilidade
Recentemente, houve uma mudança significativa nas regras de portabilidade do crédito consignado para trabalhadores sob o regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que a nova data para a implementação da portabilidade será em 16 de maio, uma data aguardada por muitos trabalhadores. Inicialmente, a portabilidade deveria ter começado em 6 de maio, mas a empresa Dataprev, responsável pela tecnologia, solicitou um tempo extra para aprimorar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Este aplicativo será a ferramenta essencial para que os trabalhadores possam gerenciar suas dívidas.
O Que é o Crédito do Trabalhador?
O Crédito do Trabalhador é um novo modelo de empréstimo que permite que trabalhadores com carteira assinada tenham mais liberdade na escolha do banco. Antes, para conseguir um empréstimo, era necessário um convênio entre a empresa e a instituição financeira. Agora, essa exigência foi eliminada, abrindo portas para que mais bancos ofereçam crédito ao trabalhador, resultando em juros mais baixos devido à maior concorrência.
Como Funciona a Portabilidade?
A portabilidade permite que trabalhadores troquem suas dívidas, especialmente aqueles com contratos de consignado privado ou de CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Desde 25 de abril, os trabalhadores puderam negociar suas dívidas nas instituições financeiras onde já estão vinculados. A ideia é transferir dívidas de juros altos para um novo consignado com taxas mais acessíveis.
Fases da Portabilidade
- Primeira Fase (25 de Abril): Os trabalhadores puderam negociar suas dívidas dentro do próprio banco.
- Segunda Fase (16 de Maio): A troca de dívida entre bancos ficará disponível. Os trabalhadores com empréstimos consignados mais caros devem primeiro aderir ao novo consignado CLT e, em seguida, poderão migrar para outro banco.
- Terceira Fase (6 de Junho): Aqueles que adotaram o consignado CLT logo após seu lançamento, em 21 de março, poderão trocar de banco se estiverem pagando taxas de juros elevadas.
Expectativas para o Futuro
Os especialistas acreditam que, com a implementação dessas novas fases, os bancos estarão mais propensos a oferecer condições melhores para trabalhadores que buscam transferir suas dívidas. A expectativa é que, ao utilizar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, os trabalhadores consigam taxas de juros mais baixas.
Impacto do Crédito do Trabalhador
Dados recentes do MTE revelam que, em um curto período, o programa de crédito consignado já ultrapassou R$ 10,1 bilhões em empréstimos aprovados, beneficiando cerca de 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada no Brasil. A possibilidade de trocar dívidas mais caras resultou em um aumento de R$ 2 bilhões no valor total de empréstimos liberados em apenas 11 dias.
Como Funciona o Empréstimo?
No modelo de consignado CLT, as parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador, reduzindo o risco de inadimplência para os bancos e permitindo taxas de juros mais baixas em comparação com o mercado convencional. Os trabalhadores podem comprometer até 35% de sua renda mensal com o empréstimo, incluindo salário-base, benefícios e comissões.
Quem Pode Solicitar?
O novo consignado está disponível para:
- Trabalhadores com carteira assinada
- Empregados domésticos
- Trabalhadores rurais
- Microempreendedores Individuais (MEIs)
O trabalhador pode usar até 10% do saldo do seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia para o pagamento do empréstimo. Além disso, em caso de demissão sem justa causa, a multa rescisória de 40% sobre o saldo do FGTS também é considerada.
Simulação de Empréstimo
Os trabalhadores podem simular o valor do empréstimo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Por exemplo, um trabalhador com um salário bruto de R$ 3.500 poderia solicitar um empréstimo com parcelas de até R$ 1.225. O desconto das parcelas é feito diretamente na folha de pagamento, diminuindo o risco de calote para as instituições bancárias.
Mudanças de Emprego e Descontos
Se um trabalhador mudar de emprego, o desconto das parcelas do empréstimo continuará a ser feito no novo salário, trazendo segurança adicional, pois não precisarão se preocupar com a continuidade do pagamento.
Negociação de Dívidas
Trabalhadores com dívidas antigas ou contratos de consignado devem entrar em contato diretamente com seu banco para negociar a troca para o novo consignado CLT. Após essa negociação, a migração para outro banco será possível a partir de 16 de maio, caso encontrem taxas mais vantajosas.
Acesso ao Aplicativo
Para acessar as ofertas de empréstimo, o trabalhador deve utilizar a Carteira de Trabalho Digital e autorizar as instituições financeiras habilitadas pelo MTE a acessar seus dados, como nome, CPF e informações sobre seu salário. Após essa autorização, o trabalhador receberá propostas em até 24 horas, podendo escolher a melhor opção e contratar o empréstimo pelo canal eletrônico do banco.
Negócios
CFM fortalece integração com os Conselhos Regionais e avança na construção de uma comunicação nacional mais estratégica
Brasília (DF) – O Conselho Federal de Medicina (CFM) promoveu, nos dias 30 de junho e 1º de julho, o X Encontro de Comunicação dos Conselhos de Medicina, reunindo profissionais de comunicação dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de todo o país. Realizado na sede do CFM, em Brasília, o evento consolidou-se como um importante espaço para integração institucional, troca de experiências e construção de estratégias voltadas ao fortalecimento da comunicação do Sistema CFM/CRMs.
Durante os dois dias de programação, representantes dos Conselhos Regionais apresentaram projetos de destaque, compartilharam boas práticas e discutiram soluções inovadoras para tornar a comunicação institucional cada vez mais eficiente, transparente e conectada às necessidades da classe médica e da sociedade.
A coordenação do encontro esteve sob a responsabilidade do Dr. Estevam Rivello Alves, 2º Secretário e Diretor de Comunicação do Conselho Federal de Medicina, cuja condução foi amplamente reconhecida pelos participantes.
“A excelente organização do evento refletiu o compromisso do Conselho Federal de Medicina com a integração e o fortalecimento da comunicação institucional. Sob a coordenação do Dr. Estevam Rivello Alves, o encontro proporcionou um ambiente de alto nível para a troca de experiências, a apresentação de projetos inovadores e a construção de estratégias conjuntas que fortalecerão uma comunicação cada vez mais eficiente e integrada em todo o Sistema CFM/CRMs.”
Projetos que fortalecem a comunicação e a medicina
Entre os cases apresentados esteve o Projeto Juventude Segura, desenvolvido pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) e apresentado pela Dra. Janaína. A iniciativa demonstra como a comunicação pode atuar como ferramenta estratégica de educação, prevenção e promoção da saúde, aproximando o Conselho da população e ampliando seu papel social.
Outro destaque foi o CRM-PB ON, projeto do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), apresentado por Gibran Melo. A iniciativa utiliza plataformas digitais para oferecer educação médica continuada, atualização científica e conteúdos técnicos aos profissionais da medicina, reforçando o compromisso da instituição com a qualificação permanente da categoria.
Além das apresentações, o encontro abordou temas como comunicação digital, relacionamento com a imprensa, produção de conteúdo institucional, inovação, inteligência artificial aplicada à comunicação e fortalecimento da identidade institucional dos Conselhos de Medicina.
Integração nacional fortalece o Sistema CFM/CRMs
Mais do que discutir ferramentas e tendências, o encontro reafirmou a importância da atuação colaborativa entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais. A integração das equipes permite compartilhar experiências bem-sucedidas, otimizar processos e construir estratégias conjuntas capazes de ampliar o alcance das ações desenvolvidas em todo o país.
A proposta do CFM é consolidar uma comunicação cada vez mais alinhada entre as regionais, respeitando as particularidades de cada estado, mas mantendo princípios comuns de transparência, credibilidade, ética e valorização da medicina.
Ao final do evento, ficou evidente que investir na comunicação institucional representa um passo estratégico para aproximar os Conselhos dos médicos e da sociedade, fortalecendo o papel das instituições na defesa da profissão e na promoção da saúde pública.
Representação da Paraíba
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) participou ativamente do encontro com uma delegação composta por dirigentes e profissionais da área de comunicação, reforçando o compromisso da instituição com a inovação e o fortalecimento da comunicação institucional.
Estão na foto:
- Dr. Bruno Leandro – Presidente do CRM-PB;
- Márcio Chaves – Head de Inovação da Eduskills;
- Sarah Ramalho – Equipe de Comunicação do CRM-PB;
- Gibran Melo – Equipe de Comunicação do CRM-PB;
- Márcia Kelly – Equipe do CRM-PB;
- Wagner Leandro – CEO da Eduskills;
- Dr. Claudio Oreste – Diretor de Comunicação e Tecnologia da Informação do CRM-PB;
- Gilson Neves – Especialista em comunicação institucional.
BYD
BYD desacelera vendas, mas pode superar Tesla em 2026
A montadora chinesa BYD experimenta uma significativa desaceleração nas vendas em 2025 devido à intensificação da concorrência no mercado doméstico. Apesar disso, a empresa ainda promete superar a Tesla, consolidando-se como a maior fabricante de veículos elétricos do mundo.
Queda nas Vendas em Dezembro
Na última quinta-feira, a BYD divulgou que suas vendas em dezembro totalizaram 420.398 veículos. Este número representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando o quarto mês consecutivo de recuo nas vendas. No total, a montadora vendeu 4,6 milhões de unidades em 2025, o que representa um crescimento de 7,7%. Esse aumento, no entanto, é consideravelmente inferior ao impressionante salto de 41% registrado em 2024.
Comparação com a Tesla
Para contextualizar, a Tesla reportou vendas de 422.850 unidades no quarto trimestre, o que levou suas vendas anuais a 1,64 milhão de veículos. Esses valores foram confirmados através de um consenso de mercado compilado pela própria companhia.
Concorrência Aumenta no Mercado de Veículos Elétricos
No segmento de entrada, a BYD está enfrentando uma concorrência crescente de fabricantes como Geely e Leapmotor. A Geely, por exemplo, entregou 3,02 milhões de unidades em 2025, um avanço notável de 38,5%. A Leapmotor, que antes era um player menor no setor, superou a meta de 500 mil unidades e agora aumentou seu objetivo para mais de 600 mil unidades, com a ambição de alcançar a marca de 1 milhão em 2026.
Desempenho dos Concorrentes
Além de Geely e Leapmotor, outras empresas também se destacaram em dezembro. A NIO e a Li Auto reportaram vendas de 48.135 e 44.246 veículos, respectivamente. Joel Ying, analista da Nomura, afirma que o bom desempenho dessas montadoras reflete um esforço final para atender pedidos em atraso que se acumularam ao longo do ano.
Expectativas para o Futuro do Setor
A concorrência acirrada não é o único desafio que a BYD enfrenta. Analistas projetam que 2026 trará ainda mais pressão sobre as vendas, especialmente após a recente decisão do governo chinês de cortar subsídios para veículos de menor preço. Essa medida tem como objetivo incentivar a inovação tecnológica e melhorar a qualidade geral do setor.
Projeções do Deutsche Bank
O Deutsche Bank prevê uma queda de 5% nas vendas de automóveis de passeio no varejo chinês em 2026, o que indica um cenário desafiador para todas as montadoras. Joel Ying destaca que, “com esse cenário, o ambiente deverá ser desafiador no início de 2026”. No entanto, ele mantém a esperança de que a BYD conseguiria recuperar o fôlego tanto no mercado interno quanto no externo.
Estratégia da BYD para 2026
De acordo com informações que devem ser divulgadas após o Ano-Novo Lunar, a BYD planeja anunciar sua estratégia para 2026, incluindo atualizações de modelos. Essa comunicação será crucial para que a empresa se reposicione em um mercado em constante evolução.
A Importância da Inovação
A inovação contínua será um fator crítico para a BYD nos próximos anos. Com um ambiente competitivo se intensificando, a empresa não pode apenas se recostar em suas conquistas passadas, mas deve investir em novas tecnologias e melhorar sua oferta de produtos.
Conclusão
Em suma, embora a BYD enfrente uma desaceleração em seu crescimento de vendas em 2025 e enfrente desafios significativos devido à concorrência intensa e mudanças nas políticas governamentais, sua posição como um dos principais fabricantes de veículos elétricos do mundo permanece intacta. A capacidade da montadora de se adaptar às novas condições do mercado e introduzir inovações tecnológicas será essencial para sua sustentabilidade no futuro.
O foco em estratégias que elevem a experiência do consumidor e otimizem a eficiência operacional será crucial para manter a liderança frente à concorrência. O monitoramento das tendências do setor e a capacidade de inovação serão determinantes para o sucesso da BYD nos próximos anos, consolidando ainda mais seu papel no mercado global de veículos elétricos.
Economia
LDO 2026 estabelece prazo para pagamento de emendas parlamentares
A recente sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 traz uma novidade significativa: pela primeira vez, a legislação define um prazo para o pagamento das emendas parlamentares de execução obrigatória. A nova norma fixa até o fim do primeiro semestre de 2026 para que o Poder Executivo efetue o pagamento de 65% do total dessas emendas. Este movimento é visto como uma conquista histórica pelos parlamentares, que há anos reivindicavam essa mudança.
O que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)?
A LDO é uma peça essencial da legislação orçamentária, estabelecendo as prioridades e as metas do governo para o orçamento do ano seguinte. Além disso, ela define regras importantes para a elaboração, organização e execução do orçamento contido na Lei Orçamentária Anual (LOA).
O Acordo entre o Congresso e o Governo
O percentual de 65% para o cumprimento das emendas abrange transferências especiais, conhecidas como emendas Pix, além de recursos destinados a fundos de saúde e assistência social. Este acordo foi elaborado de forma conjunta entre o Congresso e o Poder Executivo, sinalizando uma nova fase de colaboração entre as instituições.
Vetos e Implicações
Apesar de avanços significativos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou 26 trechos do projeto original da LDO. Dentre os itens vetados, destacam-se:
Extensão do Fundo Partidário
Um dos trechos barrados previa a ampliação do Fundo Partidário, que é destinado ao financiamento público dos partidos políticos. O governo argumentou que o aumento do fundo poderia comprometer o orçamento destinado às despesas da Justiça Eleitoral.
Pagamento de Emendas Anteriores
Outro veto importante foi ao artigo que permitia o pagamento de emendas não quitadas entre 2019 e 2023. A justificativa do governo é que essa medida poderia afetar a eficiência e a qualidade da despesa pública.
Impedimentos Técnicos
Ainda nos vetos, foram excluídos trechos que permitiriam o pagamento de emendas a projetos sem licenciamento ambiental ou aprovação de projetos de engenharia. O governo argumentou que a identificação de impedimentos técnicos é fundamental para garantir a gestão responsável das finanças públicas.
Prioridades orçamentárias
Em 2026, a União trabalhará com um orçamento previsto de aproximadamente R$ 6,5 trilhões. Deste total, pelo menos R$ 1,82 trilhão será destinado ao pagamento da dívida pública. Além disso, a meta de resultado primário para o governo foi estabelecida em R$ 34,26 bilhões, o que representa cerca de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).
Limitações de Gastos
A nova LDO também traz restrições importantes conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. Entre as proibições, estão a criação de novas despesas obrigatórias e a ampliação do gasto tributário. Essas medidas visam garantir a saúde financeira do governo, especialmente em um ano eleitoral.
Conclusão
A sanção da LDO de 2026, ao estabelecer um prazo para o pagamento de emendas parlamentares, é um passo decisivo em direção a uma maior previsibilidade e planejamento nas finanças públicas. Entretanto, os vetos impostos pelo presidente Lula refletem a necessidade de equilibrar prioridades orçamentárias com a eficiência na aplicação dos recursos públicos. Para o cidadão, essas mudanças podem significar maior transparência e responsabilidade na gestão do orçamento, aspectos fundamentais para a consolidação da democracia e o fortalecimento das instituições públicas no Brasil.
Diante desse cenário, é crucial que tanto o governo quanto o Congresso mantenham um diálogo aberto e produtivo para assegurar que as necessidades da população sejam atendidas, respeitando ao mesmo tempo as normas fiscais e orçamentárias vigentes. A participação ativa da sociedade civil e o acompanhamento detalhado das execuções orçamentárias se fazem cada vez mais necessários para que a legislação cumpra seu papel social.
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