Conecte-se Conosco
 

Geral

Luz Solar: Uma História de Tratamentos na Medicina Antiga

A Fascinação Histórica pela Luz: Da Antiguidade aos Dias Atuais

Publicado

em

A Fascinação Histórica pela Luz: Da Antiguidade aos Dias Atuais

A luz sempre foi um elemento de grande interesse e estudo ao longo da história humana. Desde os antigos egípcios até a medicina moderna, o uso da luz como uma ferramenta de cura se mantém em um longo legado de investigação e aplicação.

A Luz no Antigo Egito: Um Registro Milenar

O Papiro Ebers, datado de 1500 a.C., é uma indicação clara de como a luz solar era valorizada na medicina egípcia. Esse importante documento, considerado um dos mais antigos tratados médicos conhecidos, traz receitas de unguentos que deveriam ser aplicados ao corpo, seguido pela exposição ao sol. Essa prática representa não apenas uma compreensão inicial das propriedades terapêuticas da luz, mas também um reconhecimento de sua relevância na promoção do bem-estar físico e mental.

Raízes da Cromoterapia: Areteu da Capadócia

Com o passar dos séculos, a conexão entre luz e saúde continuou a ser explorada. Areteu da Capadócia, um médico grego do século 2 d.C., foi um dos primeiros a recomendar a exposição de pacientes melancólicos à luz solar. Seus escritos indicam uma compreensão primitiva da influência que a luz pode ter no humor e na espiritualidade humana. Essa abordagem persiste, com a luz sendo aplicada em tratamentos para depressão e transtornos afetivos, especialmente na forma de terapia de luz.

Florence Nightingale e a Importância da Luz Solar

O século 19 trouxe um novo enfoque sobre a importância da luz na saúde. Florence Nightingale, uma das pioneiras na enfermagem moderna, destacou a importância da luz solar em seus cuidados com os pacientes. Ela afirmava que, após o ar fresco, a luz solar direta era o fator mais crucial para a recuperação dos enfermos. Essa visão privilegiava ambientes bem iluminados e ventilados, refletindo a compreensão de que a luz natural desempenha um papel vital na promoção da saúde.

Leia Também:  Rio implementa tecnologia para bloquear sinais em presídios

O Surgimento da Cromoterapia Moderna

No mesmo período, a cromoterapia começou a ganhar força, especialmente através das iniciativas de figuras como Edwin Babbitt e Dinshah Ghadiali. Babbitt, um americano que desenvolveu dispositivos para a cura através das cores, e Ghadiali, um indiano que popularizou a ideia de usar diferentes cores da luz para tratar doenças, foram pioneiros na exploração dessa terapia alternativa. Suas contribuições estimularam o interesse no uso da luz e das cores por razões terapêuticas, trazendo à tona discussões que permanecem relevantes até hoje.

A Revisão Científica da Terapia com Luz

Nos últimos anos, a pesquisa científica sobre a terapia com luz tem prosperado, com estudos demonstrando a eficácia de tratamentos baseados em luz para várias condições de saúde. Terapias de luz, frequentemente associadas a terapias fotodinâmicas e tratamentos de depressão sazonal (TAS), fazem uso de espectros luminosos específicos para obter resultados positivos. Essas práticas, sustentadas por evidências científicas, trazem uma nova dimensão à antiga conexão entre luz e saúde.

A Luz e Sua Eficácia na Saúde Mental

A luz tem se mostrado particularmente eficaz na saúde mental. A terapia de luz é frequentemente eleita como uma opção de tratamento para transtornos afetivos sazonais, especialmente em regiões onde a luz solar é escassa durante certas épocas do ano. Pesquisas indicam que a exposição à luz brilhante pode ajudar a regular os ritmos circadianos e, consequentemente, a melhorar o humor.

Leia Também:  Bitcoin Pizza Day: Quando 10 Mil Bitcoins Viraram 2 Pizzas

Considerações Práticas sobre o Uso de Luz na Saúde

A prática de utilizar a luz como um tratamento não se limita à terapia de luz. É também importante considerar a qualidade da luz em ambientes de trabalho e residenciais. A iluminação adequada pode influenciar a produtividade e o bem-estar geral. Por exemplo, escritórios que permitem luz natural tendem a proporcionar um ambiente mais saudável para os trabalhadores.

Conclusão: A Luz como Aliada do Bem-Estar

A relação entre luz e saúde é um campo vasto e fascinante. Desde os antigos egípcios até os modernos tratamentos médicos, a luz sempre ocupou um lugar central nas práticas de cura. A pesquisa contemporânea, respaldada por séculos de conhecimento, contribui para a validação dessas práticas, tornando-as ainda mais relevantes. Assim, ao refletir sobre a importância da luz em nossas vidas, é essencial considerar não apenas a presença dela, mas também sua qualidade e como ela pode ser utilizada para promover um bem-estar holístico.

Este legado de interesse e pesquisa sobre a luz não é apenas uma curiosidade histórica; é uma porta aberta para novas possibilidades de tratamento e cura no campo da saúde.

Equipe responsável pela curadoria e publicação das principais notícias no Fórum 360. Nosso compromisso é informar com agilidade, clareza e responsabilidade.

Continue Lendo
💬 Dê sua nota e comente
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Geral

Audiência pública aborda direitos de crianças e jovens no Senado

Publicado

em

Por

Audiência Pública da CDH Aborda Direitos de Crianças e Adolescentes

Na próxima quinta-feira, 12 de fevereiro, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal organizará uma audiência pública destinada a discutir a proteção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens. O evento acontecerá às 10h e busca abordar as graves violações enfrentadas por esse grupo etário no Brasil.

Necessidade do Debate

A iniciativa para a audiência pública partiu da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que sublinhou a urgência desse debate em sua justificativa. Segundo a parlamentar, as crianças e adolescentes se configuram como as principais vítimas de violações de direitos humanos no país. Utilizando dados do canal de denúncias Disque 100, pertencente ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Damares destacou que, em 2024, foram registradas impressionantes 289 mil denúncias relacionadas a violências contra este segmento da população.

Violência Contra Jovens

Dados alarmantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE) de 2019 complementam o quadro. A pesquisa revela que os brasileiros entre 15 e 29 anos enfrentam uma incidência alarmante de violência física, psicológica e sexual. Mais de um quarto deste grupo (27%) relatou ter sido vítima de algum tipo de agressão, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais eficaz para garantir segurança e dignidade.

Leia Também:  Senado vota regularização de imóveis e acesso à água nas escolas

Convidados para o Debate

Diversas personalidades e representantes de instituições ligadas ao tema foram convocadas para participar da audiência. Entre os convidados estão:

  • Luciana Temer, representante do Instituto Liberta
  • Maurício Cunha, presidente da ChildFund Brasil
  • Laís Cardoso Peretto, diretora executiva da ChildHood Brasil
  • Coronel Ana Paula Barros Habka, comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal
  • Ana Lucia de Mattos Barretto Villela, presidente do Instituto Alana
  • Maria do Pilar Almeida e Silva, secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MDHC

Esses especialistas e líderes serão fundamentais para proporcionar uma visão ampla sobre os desafios enfrentados por crianças e adolescentes no Brasil, além de propor soluções práticas.

Interatividade e Participação Cidadã

A audiência será interativa, oferecendo ao público a oportunidade de participar ativamente. Os cidadãos poderão enviar perguntas e comentários durante o evento pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou através do Portal e-Cidadania. Questões e comentários enviados poderão ser lidos e respondidos em tempo real pelos senadores e debatedores, tornando o evento mais dinâmico e informativo.

Leia Também:  Início de Obra em Comunidade Local: O Que Sabemos Até Agora

Além disso, o Senado disponibiliza uma declaração de participação, que pode ser utilizada como comprovante de horas de atividade complementar em cursos universitários. O Portal e-Cidadania também recebe opiniões da população sobre propostas legislativas atualmente em trâmite e sugestões para novas leis.

A audiência pública marcada pela CDH é uma oportunidade crucial para discutir a proteção dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Com dados alarmantes sobre a violência contra esses grupos e a ampla participação de especialistas, o debate pode ser um passo significativo em direção à mudança e à promoção de políticas mais eficazes.

A participação do público e a transparência nas discussões são fundamentais para garantir que as vozes de crianças e adolescentes sejam ouvidas. A mobilização e o engajamento cívico podem oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para as questões de direitos humanos, assegurando um futuro mais seguro e justo para as próximas gerações.

Continue Lendo

Geral

Novos integrantes tomam posse no Conselho de Comunicação Social

Publicado

em

Por

Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional é instalado com novos membros

O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional teve sua instalação oficial na última segunda-feira, 9 de fevereiro. Durante a cerimônia, novos integrantes tomaram posse para um mandato de dois anos. A conselheira Patrícia Blanco foi eleita presidente, enquanto Angela Cignachi assumiu o cargo de vice-presidente do colegiado.

Aprovação da nova composição do CCS

A nova composição do CCS foi aprovada em sessão realizada no Congresso Nacional em 27 de novembro de 2025. Essa representa a sétima formação do conselho, que encontra respaldo na Constituição de 1988 e foi instituído pela Lei 8.389, de 1991. O CCS é um importante órgão consultivo que assessora o Legislativo em assuntos relacionados à comunicação.

Estrutura e atribuições do CCS

O CCS conta com 26 membros, sendo 13 titulares e 13 suplentes, que representam diversos segmentos da sociedade, incluindo:

  • Empresas de rádio e televisão
  • Imprensa escrita
  • Profissionais de cinema
  • Engenheiros e cientistas da comunicação
  • Representantes dos trabalhadores e da sociedade civil

O papel do conselho abrange a produção de estudos, pareceres e recomendações sobre comunicação social. Os deputados e senadores podem solicitar a análise do CCS em projetos de lei que envolvam o tema.

A nova liderança do CCS

Patrícia Blanco, a nova presidente, é uma especialista em liberdade de expressão e comunicação. Com um histórico profissional que abrange mais de três décadas, ela foi, até então, vice-presidente do CCS. Atualmente, Patricía é presidente executiva do Instituto Palavra Aberta, onde lidera ações contra a desinformação.

Leia Também:  Rio implementa tecnologia para bloquear sinais em presídios

Em suas palavras ao assumir a presidência, Patrícia afirmou: “Estamos começando um mandato em um ano tão desafiador e complexo, especialmente por conta das eleições gerais. Os temas relacionados à comunicação social serão cruciais para garantir a democracia e a participação cidadã.”

Por sua vez, Angela Cignachi Baeta Neves, vice-presidente, possui uma sólida formação jurídica, com mestrado em Função Social do Direito e experiência significativa nas áreas de Direito Eleitoral e Direito Público. Seu conhecimento será vital para abordar questões legais que permeiam a comunicação.

Composição do CCS: Quem são os novos integrantes?

Abaixo, confira os representantes de cada área dentro do CCS, assim como seus suplentes:

Empresas de Rádio

  • Titular: Flávio Lara Resende
  • Suplente: Guliver Augusto Leão

Empresas de Televisão

  • Titular: Samir Nobre Maia
  • Suplente: Fernando Justus Fischer

Imprensa Escrita

  • Titular: Rafael Menin Soriano
  • Suplente: Júlio César Vinha

Comunicação Social

  • Titular: Valderez Donzelli
  • Suplente: Olímpio José Franco

Jornalistas

  • Titular: Samira de Castro
  • Suplente: Paulo Zocchi

Radialistas

  • Titular: Fernando Cabral
  • Suplente: Ricardo Ortiz

Artistas

  • Titular: Ana Flávia Cabral
  • Suplente: Débora Duboc

Cinema e Vídeo

  • Titular: Caio Loures
  • Suplente: Sonia Santana

Sociedade Civil

  • Titular: Rita Freire
  • Suplente: Ramênia Vieira

Presença de representantes da sociedade civil

Além dos membros titulares, a composição do CCS inclui representantes que têm o papel de refletir a diversidade da sociedade civil. Isso é crucial para garantir que as diferentes vozes e interesses estejam representados nas discussões sobre comunicação.

Leia Também:  Livro revela que a saúde de Biden foi escondida por assessores e família durante campanha presidencial

Implicações para o futuro da comunicação no Brasil

A instalação do novo Conselho de Comunicação Social marca um momento significativo não apenas para a órgão, mas também para a comunicação no Brasil. Com um cenário eleitoral em transformação e a crescente preocupação com a desinformação, as discussões promovidas pelo CCS terão um impacto direto na forma como a informação é disseminada e regulada.

É fundamental que os novos conselheiros permaneçam atentos às evoluções tecnológicas e às novas dinâmicas de consumo de mídia que estão emergindo. A participação ativa do CCS contribuirá significativamente para o fortalecimento da democracia e da liberdade de expressão no país.

A importância do CCS na comunicação social

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional desempenha um papel vital na criação de um ambiente democrático saudável, onde a comunicação flui com liberdade e responsabilidade. A nova composição, liderada por Patrícia Blanco e Angela Cignachi, traz oportunidades para discutir questões essenciais e enfrentar desafios atuais.

Reforçar a importância de uma comunicação transparente e eficaz não é apenas uma obrigação do CCS, mas também um dever de toda a sociedade. A eficácia do conselho dependerá não apenas das ações de seus membros, mas também do envolvimento da população, que deve ser incentivada a participar e contribuir nas discussões sobre a comunicação em nosso país.

A nova fase do CCS promete trazer debates significativos para a comunicação brasileira, promovendo uma cultura de diálogo e transparência nos canais de mídia e informação.

Continue Lendo

Geral

Projeto de lei amplia isenção tributária nas ALCs do Norte

Publicado

em

Por

Comissão de Assuntos Econômicos Deve Analisar Projeto de Lei sobre Isenção Tributária para ALCs

Na próxima terça-feira (10), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reunirá para a apreciação do projeto de lei que promete transformar o cenário tributário das Áreas de Livre Comércio (ALCs) na região Norte do Brasil. Com início previsto para às 10h, essa reunião é aguardada com expectativa por empresários e representantes das ALCs, uma vez que a proposta visa equiparar à exportação as transações envolvendo mercadorias nacionais realizadas nessas áreas.

Entenda o Projeto de Lei 2.697/2023

Apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o PL 2.697/2023 busca modificar a forma como as isenções de tributos são aplicadas nas ALCs. O projeto foi relatado pelo senador Alan Rick (Republicanos-AC), que apresentou um substitutivo com alterações significativas ao texto original.

O Que Prevê a Nova Redação do PL 2.697/2023

A proposta tem como principal objetivo reduzir a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins nas vendas internas realizadas nas ALCs de Tabatinga (AM), Macapá e Santana (AP), Brasiléia e Cruzeiro do Sul (AC) e Guajará-Mirim (RO). Essa medida pretende garantir que todas as áreas de livre comércio tenham os mesmos benefícios fiscais, promovendo igualdade no tratamento tributário.

Racionalidade da Proposta

Alan Rick, o relator do projeto, enfatiza a importância de promover uma abordagem isonômica para todas as ALCs do país. Segundo ele, a proposta utiliza uma lei interpretativa para enfrentar questões que já foram objeto de intensa judicialização, buscando segurança jurídica para os interessados. Rick ainda destaca que a proposta busca restabelecer as disposições anteriores à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que garantiu às empresas das ALCs de Roraima a equiparação com exportações.

Leia Também:  Senado analisa projeto que aumenta penas por receptação de celulares

Implicações para o Comércio Local

O impacto direto dessa legislação poderá ser sentido imediatamente pelas empresas que operam nas ALCs. Com a eliminação das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, espera-se um fortalecimento do comércio local e um estímulo ao desenvolvimento econômico na região Norte do Brasil, que frequentemente enfrenta desafios relacionados à competitividade e infraestrutura.

Contexto Econômico das Áreas de Livre Comércio

As ALCs foram criadas como uma estratégia para impulsionar o crescimento econômico em regiões que historicamente enfrentaram obstáculos econômicos. A isenção tributária proposta pelo PL 2.697/2023 pode reduzir custos operacionais e estimular novas investimentos, facilitando a atração de empresas para essas áreas.

Investigação do Banco Master

Após a apreciação do projeto, a comissão também deve se debruçar sobre questões relacionadas ao Banco Master. O grupo de senadores que acompanha as investigações sobre a instituição financeira realizará uma reunião que contemplará a votação de requerimentos.

Objetivo da Investigação

Instalado no último dia 4, o grupo tem a missão de assegurar um acompanhamento rigoroso das atividades do Banco Master, realizando audiências públicas e diligências necessárias. O plano de trabalho inclui visitas a órgãos de controle e a possibilidade de medidas como a quebra de sigilos, tudo em busca de garantir a transparência e a eficiência das operações financeiras.

Leia Também:  Lula inaugura Usina Termelétrica GNA II no Porto do Açu

O Que Esperar da Reunião da CAE

A reunião da Comissão de Assuntos Econômicos na próxima terça-feira é um momento-chave para o futuro das ALCs e do comércio na região Norte. A aprovação do PL 2.697/2023 poderá não apenas revolucionar a carga tributária sobre as mercadorias, mas também trazer um novo fôlego para as economias locais.

As discussões e decisões que ocorrerem neste encontro poderão ter repercussões significativas para empresários locais, afim de nivelar o campo de atuação. O cenário a ser criado por essa mudança tributária poderá representar um divisor de águas para a competitividade e o crescimento econômico das regiões periféricas do Brasil, oferecendo um novo horizonte de oportunidades.

Continue Lendo

Recomendados

MAIS LIDAS

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x