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Novos integrantes tomam posse no Conselho de Comunicação Social

Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional é instalado com novos membros

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Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional é instalado com novos membros

O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional teve sua instalação oficial na última segunda-feira, 9 de fevereiro. Durante a cerimônia, novos integrantes tomaram posse para um mandato de dois anos. A conselheira Patrícia Blanco foi eleita presidente, enquanto Angela Cignachi assumiu o cargo de vice-presidente do colegiado.

Aprovação da nova composição do CCS

A nova composição do CCS foi aprovada em sessão realizada no Congresso Nacional em 27 de novembro de 2025. Essa representa a sétima formação do conselho, que encontra respaldo na Constituição de 1988 e foi instituído pela Lei 8.389, de 1991. O CCS é um importante órgão consultivo que assessora o Legislativo em assuntos relacionados à comunicação.

Estrutura e atribuições do CCS

O CCS conta com 26 membros, sendo 13 titulares e 13 suplentes, que representam diversos segmentos da sociedade, incluindo:

  • Empresas de rádio e televisão
  • Imprensa escrita
  • Profissionais de cinema
  • Engenheiros e cientistas da comunicação
  • Representantes dos trabalhadores e da sociedade civil

O papel do conselho abrange a produção de estudos, pareceres e recomendações sobre comunicação social. Os deputados e senadores podem solicitar a análise do CCS em projetos de lei que envolvam o tema.

A nova liderança do CCS

Patrícia Blanco, a nova presidente, é uma especialista em liberdade de expressão e comunicação. Com um histórico profissional que abrange mais de três décadas, ela foi, até então, vice-presidente do CCS. Atualmente, Patricía é presidente executiva do Instituto Palavra Aberta, onde lidera ações contra a desinformação.

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Em suas palavras ao assumir a presidência, Patrícia afirmou: “Estamos começando um mandato em um ano tão desafiador e complexo, especialmente por conta das eleições gerais. Os temas relacionados à comunicação social serão cruciais para garantir a democracia e a participação cidadã.”

Por sua vez, Angela Cignachi Baeta Neves, vice-presidente, possui uma sólida formação jurídica, com mestrado em Função Social do Direito e experiência significativa nas áreas de Direito Eleitoral e Direito Público. Seu conhecimento será vital para abordar questões legais que permeiam a comunicação.

Composição do CCS: Quem são os novos integrantes?

Abaixo, confira os representantes de cada área dentro do CCS, assim como seus suplentes:

Empresas de Rádio

  • Titular: Flávio Lara Resende
  • Suplente: Guliver Augusto Leão

Empresas de Televisão

  • Titular: Samir Nobre Maia
  • Suplente: Fernando Justus Fischer

Imprensa Escrita

  • Titular: Rafael Menin Soriano
  • Suplente: Júlio César Vinha

Comunicação Social

  • Titular: Valderez Donzelli
  • Suplente: Olímpio José Franco

Jornalistas

  • Titular: Samira de Castro
  • Suplente: Paulo Zocchi

Radialistas

  • Titular: Fernando Cabral
  • Suplente: Ricardo Ortiz

Artistas

  • Titular: Ana Flávia Cabral
  • Suplente: Débora Duboc

Cinema e Vídeo

  • Titular: Caio Loures
  • Suplente: Sonia Santana

Sociedade Civil

  • Titular: Rita Freire
  • Suplente: Ramênia Vieira

Presença de representantes da sociedade civil

Além dos membros titulares, a composição do CCS inclui representantes que têm o papel de refletir a diversidade da sociedade civil. Isso é crucial para garantir que as diferentes vozes e interesses estejam representados nas discussões sobre comunicação.

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Implicações para o futuro da comunicação no Brasil

A instalação do novo Conselho de Comunicação Social marca um momento significativo não apenas para a órgão, mas também para a comunicação no Brasil. Com um cenário eleitoral em transformação e a crescente preocupação com a desinformação, as discussões promovidas pelo CCS terão um impacto direto na forma como a informação é disseminada e regulada.

É fundamental que os novos conselheiros permaneçam atentos às evoluções tecnológicas e às novas dinâmicas de consumo de mídia que estão emergindo. A participação ativa do CCS contribuirá significativamente para o fortalecimento da democracia e da liberdade de expressão no país.

A importância do CCS na comunicação social

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional desempenha um papel vital na criação de um ambiente democrático saudável, onde a comunicação flui com liberdade e responsabilidade. A nova composição, liderada por Patrícia Blanco e Angela Cignachi, traz oportunidades para discutir questões essenciais e enfrentar desafios atuais.

Reforçar a importância de uma comunicação transparente e eficaz não é apenas uma obrigação do CCS, mas também um dever de toda a sociedade. A eficácia do conselho dependerá não apenas das ações de seus membros, mas também do envolvimento da população, que deve ser incentivada a participar e contribuir nas discussões sobre a comunicação em nosso país.

A nova fase do CCS promete trazer debates significativos para a comunicação brasileira, promovendo uma cultura de diálogo e transparência nos canais de mídia e informação.

Equipe responsável pela curadoria e publicação das principais notícias no Fórum 360. Nosso compromisso é informar com agilidade, clareza e responsabilidade.

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Pacto Nacional Combate Feminicídio e Une Poderes no Brasil

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Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio: Uma Iniciativa Cruzada contra a Violência de Gênero

Em uma solenidade histórica no Palácio do Planalto, representantes dos três Poderes da República assinaram, em 4 de Março, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Essa iniciativa reúne esforços do Legislativo, Executivo e Judiciário para enfrentar a alarmante escalada da violência contra as mulheres no país, onde aproximadamente quatro mulheres são vítimas de feminicídio a cada 24 horas. A violência de gênero é um tema que transcende meras estatísticas e se transforma em uma crise social que exige ações coordenadas e eficazes.

Objetivos do Pacto

O Pacto Nacional busca dar um basta à violência contra a mulher, promovendo ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia dos direitos fundamentais. Entre seus objetivos principais está o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência e a promoção de informações sobre os direitos das mulheres. O pacto tem como meta a garantia da igualdade de tratamento entre homens e mulheres em todas as esferas da sociedade, volume essa iniativa uma verdadeira luta pela equidade de gênero.

Importância do Envolvimento Institucional

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, destacou que o feminicídio deve ser enfrentado como um problema de Estado, e não apenas de governo. Ele observou que o pacto é um compromisso entre as instituições e um sinal claro de união para combater essa chaga social. “O feminicídio não é uma estatística, é a possibilidade de enfrentarmos um tema que atinge a todos”, declarou Alcolumbre.

Legislação em Andamento

Medidas Eficazes

Davi Alcolumbre mencionou o papel do Legislativo na criação de políticas públicas eficazes. Entre 2023 e 2025, o Senado e a Câmara aprovaram 19 leis focadas no enfrentamento ao feminicídio, incluindo alterações que aumentam penas, fortalecem medidas protetivas, e garantem reparação às vítimas. Leis como a 15.160 e a 15.125 de 2025 aumentam a pena para crimes de violência sexual, combatendo a impunidade e reforçando as medidas de proteção.

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Papel do Poder Judiciário

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enfatizou a urgência dessa ação interinstitucional. “A mudança na lei é importante, mas não é suficiente. O verdadeiro enfrentamento começa com ações concretas”, afirmou Fachin. O STF tem promovido protocolos de julgamento com perspectiva de gênero, buscando eficiência na responsabilização dos agressores.

Apoio Interinstitucional

Além da assinatura do pacto, também foi institucionalizado o Comitê Interinstitucional de Gestão, que contará com representantes dos três Poderes, Ministério Público e Defensoria Pública. A ideia é coordenar esforços e dar diretrizes claras para o enfrentamento da violência contra a mulher.

Projetos de Lei em Tramitação

O Senado possui vários projetos visando aumentar a punição do feminicídio. Um dos mais destacados é o PL 1.548/2023, que estabelece penas de 12 a 30 anos para o feminicídio. Outro projeto, PL 2.945/2025, propõe aumentar a pena máxima para condenados por múltiplos crimes, como homicídio e estupro. Existem ainda propostas que buscam assegurar mais direitos às vítimas, como a PL 435/2023, que garante prioridade no atendimento jurídico para mulheres vítimas de violência.

Iniciativas de Conscientização

A legislação também inclui ações de conscientização social, como campanhas de sensibilização sobre violência contra a mulher em eventos esportivos. O objetivo é educar a população e estimular uma cultura de combate à violência de gênero na sociedade.

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Ações Institucionais do Senado

O Senado Federal tem adotado um conjunto diversificado de ações para combater a violência de gênero. Isso inclui a implementação de um protocolo de atendimento a mulheres em situação de violência e a facilitação da contratação de mulheres vítimas de violência doméstica por meio de empresas terceirizadas.

Importância da Educação e Capacitação

Palestras e cursos presenciais e online realizados pelo Instituto Legislativo Brasileiro têm como foco a educação sobre a Lei Maria da Penha. O curso “Dialogando sobre a Lei Maria da Penha” é obrigatório para todos os estagiários da instituição, formando uma nova geração de servidores públicos conscientes da importância da igualdade de gênero.

Empoderamento Econômico

O Senado também promove ações específicas para empoderar financeiramente mulheres que foram vítimas de violência. Desde 2016, a política de contratação de mulheres em situação de vulnerabilidade por meio de empresas terceirizadas visa quebrar o ciclo de violência e promover a independência financeira.

Um Compromisso Coletivo

O Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio representa um marco na luta contra a violência de gênero no Brasil. Com a união de esforços dos três Poderes e a participação da sociedade civil, as instituições visam criar um ambiente mais seguro e justo para todas as mulheres. O compromisso vai além de legislações e políticas; é uma declaração de que a erradicação do feminicídio e da violência de gênero é uma responsabilidade compartilhada. Cada cidadão, especialmente os homens, tem um papel a desempenhar na construção de uma sociedade que respeita e valoriza a vida da mulher. A luta por igualdade e justiça continua, e todos são parte essencial desse movimento.

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Projeto de lei garante redução em diárias de hotéis e pousadas

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Projeto de Lei Regula Cobrança de Diárias em Hotéis e Pousadas

A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado aprovou, na última quarta-feira, um projeto de lei que altera as regras para a cobrança de diárias em hotéis e pousadas. O PL 2.645/2019 estabeleceu uma importante mudança ao determinar que, caso a primeira diária do hóspede tenha duração inferior a 21 horas devido ao horário de check-in, o valor cobrado deve ser proporcionalmente reduzido.

Implicações da Aprovação do Projeto de Lei

Votação Terminativa e Fases Finais

A aprovação do projeto ocorreu de forma terminativa na CTFC, o que significa que, caso não haja recurso, o texto seguirá direto para a Câmara dos Deputados. Essa agilidade pode acelerar a implementação das novas regras, que visam proteger os consumidores de cobranças indevidas.

A Defesa do Autor da Proposta

O autor do projeto, senador Ciro Nogueira (PP-PI), é enfático ao criticar a prática atual de muitos estabelecimentos, que fixam horários de entrada e saída, mas continuam a cobrar o preço integral da diária, a qual, pela legislação, tem duração de 24 horas. A reavaliação da proposta é, segundo ele, fundamental para a justiça nas relações consumeristas.

Contexto Histórico e Evolução do Projeto

Trâmites Legislativos

O projeto já havia sido aprovado anteriormente pela CTFC em 2025, mas, devido a um substitutivo apresentado pelo relator, senador Dr. Hiran (PP-PR), uma nova votação se fez necessária. Essa mudança no texto resultou na definição clara da primeira diária, estabelecendo que ela não deve ser inferior a 21 horas, a menos que haja um acordo em contrário.

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Justificativas para a Mudança

Dr. Hiran também destacou a importância dessa nova regulamentação para mitigar os prejuízos enfrentados pelos consumidores, que muitas vezes são obrigados a se adaptar às regras impostas pelos estabelecimentos. A proposta, ao estabelecer um limite mínimo de horas para a diária, busca equilibrar essa relação.

Alterações Propostas e Sua Importância

Detalhes da Nova Regra

O texto agora inclui na Lei Geral do Turismo (Lei 11.771, de 2008) uma nova disposição que assegura que o contrato de hospedagem deve prever essa proporcionalidade nos horários, além de permitir que diferentes opções de check-in e check-out sejam acordadas em caso de uma diária única.

A Subemenda que Alterou o Projeto

Uma subemenda apresentada pelo senador Efraim Filho (União-PB) foi acatada, reduzindo a duração mínima da diária de 22 para 21 horas. Segundo o relator, essa modificação respeita a jurisprudência existente, que sugere que os estabelecimentos precisam de tempo adequado para organizar e limpar os quartos antes da chegada de novos hóspedes.

Consequências para os Consumidores

Compensação por Atrasos

Ainda, o projeto propõe que, caso a entrada do hóspede ocorra em um horário posterior ao previamente acordado por culpa exclusiva da hospedagem, o estabelecimento deverá compensar o atraso. Isso será feito por meio de abatimentos proporcionais no valor da diária, uma mudança que solidifica ainda mais a proteção ao consumidor.

Outros Requerimentos Aprovados na Comissão

Análise de Aumento Tarifário pela Aneel

A CTFC também aprovou um requerimento que convida o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a prestar informações sobre o aumento das tarifas da Roraima Energia S.A., que pode variar de 24,13% a 28,93%, dependendo do tipo de consumidor. A pressão para esclarecer esses pontos evidencia a crescente preocupação com os custos de serviços essenciais.

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Debate Sobre Saneamento em Minas Gerais

Outro requerimento aprovado visa promover uma audiência pública para discutir a fiscalização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A proposta foi apresentada pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG), em resposta às falhas generalizadas no serviço registradas entre 2025 e o início de 2026.

O Impacto do Projeto de Lei na Relação Consumo e Turismo

A aprovação do projeto que regula a cobrança de diárias em hotéis e pousadas representa um avanço significativo na proteção dos direitos dos consumidores. A possibilidade de reduzir o valor da diária conforme o tempo efetivamente utilizado estabelece um novo padrão de respeito e transparência nas relações de hospedagem.

Para os consumidores, é crucial que estejam cientes de seus direitos e que exijam transparência nas políticas de cobrança de hotéis e pousadas. A implementação dessa nova regra poderá levar a um ambiente mais justo e equilibrado, onde os direitos do consumidor são respeitados, promovendo uma experiência de hospedagem mais satisfatória. Com a possibilidade de o projeto seguir diretamente para a Câmara, a expectativa é de que essas mudanças se tornem realidade em breve, alterando positivamente a dinâmica do setor turístico e os serviços prestados à população.

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Senado apresenta projeto para combater ódio contra mulheres online

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Propostas Legislativas em 2026: Combate ao Discurso de Ódio contra Mulheres Avança no Senado

O início do ano de 2026 está marcado pela apresentação de diversas proposições no Senado e na Câmara dos Deputados. Até a tarde do dia 4 de janeiro, foram registradas 281 novas propostas. Entre elas, destaca-se o Projeto de Lei nº 2/2026, que visa combater o discurso de ódio contra mulheres em ambientes virtuais.

Projeto de Lei nº 2/2026: Uma Nova Abordagem

A Iniciativa do Senador Randolfe Rodrigues

O Projeto de Lei é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que também é líder do governo no Congresso. Rodrigues enfatiza que o ambiente digital, que deveria ser um espaço de liberdade, está se tornando uma “terra de ninguém”. Ele argumenta que o aumento da violência contra mulheres nas redes sociais requer uma resposta legislativa urgente.

Objetivo da Legislação

A proposta institui a Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet, a qual deverá ser seguida pelos provedores de aplicativos de internet. Um dos principais pontos do projeto é o Modo de Segurança, um recurso similar a um “botão do pânico” que pode ser ativado por mulheres em situações de risco.

Recursos do Modo de Segurança

Funcionamento e Benefícios

Esse recurso permitirá a blindagem ou bloqueio de interações de contas não seguidas pela usuária, além de possibilitar a retenção automática de um grande volume de interações durante períodos críticos. Essa medida busca criar um ambiente mais seguro e menos hostil para as mulheres na internet.

Acesso Delegado de Emergência

Outro aspecto importante é o Acesso Delegado de Emergência, que permitirá a uma pessoa de confiança da vítima gerenciar temporariamente as configurações de segurança e moderação de suas contas. Essa medida tem como objetivo aumentar a proteção das mulheres em situações de risco.

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Pesquisa Nacional: A Violência Digital

Dados Alarmantes

Randolfe citou a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado em 2025. O levantamento revela que 10% das mulheres entrevistadas já sofreram violência digital. Além disso, o número de casos de sextorsão dobrou em relação a 2023, evidenciando uma crescente preocupação com a segurança feminina online.

Diversificação das Agressões

O senador destacou que as formas de agressão online se tornaram mais sofisticadas, incluindo assédio moral e sexual, vazamento de imagens íntimas, perseguição (cyberstalking), e o uso de inteligência artificial para criar deepfakes pornográficos. Essa realidade demanda uma reação legislativa rápida e eficaz.

Homenagem às Vítimas

Nome da Lei

Caso o Projeto de Lei seja aprovado, a nova legislação será batizada de Lei Ivone Tainara, em homenagem a Tainara Souza Santos e Ivone dos Santos, vítimas de feminicídio no final de 2025 e início de 2026, respectivamente. Essa escolha simbólica busca honrar a memória das vítimas e reforçar a urgência do combate à violência contra as mulheres.

Regras para Provedores de Aplicativos

Normas Propostas

A proposta de Randolfe estabeleceu regras para os provedores de serviços de internet que operam no Brasil, como redes sociais e plataformas de vídeo. Esses provedores devem ter sede e representantes no país e estão obrigados a implementar, em até 180 dias após a publicação da lei, um sistema de detecção e moderação com inteligência artificial.

Intervenção Humana

Os conteúdos identificados como discursos de ódio ou que incentivam a violência contra mulheres devem passar por uma triagem humana. Este processo garantirá que os casos mais graves sejam encaminhados às autoridades competentes.

Penalidades para Infratores

Medidas Punitivas

O projeto prevê penalizações severas para aqueles que disseminarem conteúdo de ódio. As sanções incluem a desmonetização total de conteúdos e canais por um período de cinco anos. A intenção é eliminar o incentivo econômico à propagação desse tipo de conteúdo nas plataformas digitais.

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O Impacto Econômico

Lucro com o Ódio

Randolfe alertou para a questão econômica envolvida, revelando que 80% dos canais que propagam esse tipo de conteúdo são monetizados. Isso significa que as plataformas estão lucrando com a disseminação de violência contra as mulheres, uma situação que precisa ser urgentemente corrigida por meio de legislações eficazes.

Medidas Adicionais

Ações Complementares

Além das regras já citadas, o projeto também inclui outras medidas importantes:

  • Impedimento de contas falsas e robôs: Visando reduzir o uso de esses recursos para disseminar ódio.
  • Avisos em conteúdos sensíveis: Sembo prejudicar o processo legal.
  • Armazenamento de registros de mensagens: Obrigatoriedade de manter registros por três meses.
  • Remoção de conteúdos e banimento de usuários: Após análise humana.
  • Criação da Autoridade Central de Notificação: Com foco em centralizar denúncias de violência contra a mulher.
  • Cadastro Nacional de Bloqueio de Conteúdos Violentos: Para permitir a exclusão automatizada de conteúdos prejudiciais.

A Urgência da Ação Legislativa

O Projeto de Lei nº 2/2026 representa um passo significativo na luta contra a violência digital e o discurso de ódio. Com o apoio do Congresso, a implementação dessas medidas pode criar um ambiente virtual mais seguro para as mulheres, abordando a urgência e a necessidade de proteção nesse espaço.

A sociedade brasileira deve estar atenta a essas discussões e apoiar iniciativas que visem a garantir a segurança e os direitos das mulheres na internet. O combate à violência digital é uma questão de justiça e dignidade, e a regulamentação adequada pode ser um divisor de águas nesse cenário.

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