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INSS

Lula sanciona lei que protege aposentados de descontos indevidos

Novo Marco de Proteção para Aposentados e Pensionistas do inss

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Novo Marco de Proteção para Aposentados e Pensionistas do inss

Na última quarta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos a Lei 15.327, que estabelece um novo marco de proteção para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essa legislação é vista como um passo significativo para a proteção dos direitos dos beneficiários, especialmente em um contexto de crescentes preocupações com fraudes e abusos.

Proibição de Descontos Automáticos nos Benefícios

Provisões contra Descontos Indevidos

A nova lei tem como fundamento a proibição definitiva de descontos relacionados a mensalidades associativas diretamente nos benefícios previdenciários. Mesmo que haja autorização do beneficiário, os descontos automáticos estão cancelados. A principal justificativa para essa medida é que a utilização da folha de pagamento do INSS para essas cobranças gerou uma série de práticas abusivas, incluindo deduções não autorizadas, que afetaram milhões de segurados ao longo dos anos.

Impedimentos para Associações e Sindicatos

A partir de agora, associações, sindicatos e entidades similares estão impedidos de realizar qualquer tipo de desconto automático nos benefícios dos aposentados e pensionistas. Caso desejem realizar associações, os beneficiários precisarão adotar métodos alternativos para pagamento, como transferência direta, sem passar pelo sistema previdenciário.

Devolução e Ressarcimento de Valores

Proteções aos Beneficiários Lesados

Uma das definições mais importantes contidas na nova legislação é que, sempre que houver a identificação de deduções indevidas — seja de mensalidades associativas ou de crédito consignado — o beneficiário terá direito à devolução integral dos valores subtraídos. Essa disposição oferece uma camada adicional de proteção aos segurados, garantindo que eles não sejam prejudicados financeiramente pelas práticas irregulares.

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Responsabilidades das Entidades Envolvidas

A Lei 15.327 determina que a responsabilidade pelo ressarcimento cabe à entidade associativa ou à instituição financeira que realizou o desconto irregular. Essas entidades deverão devolver os recursos no prazo máximo de 30 dias após a notificação ou a decisão administrativa definitiva. Essa medida vislumbra um fortalecimento no combate à impunidade.

Combate às Fraudes

Instrumentos de Investigação e Punição

A nova norma também amplia os mecanismos de investigação e punição relacionados a fraudes que envolvam benefícios do INSS. Com alterações no Decreto-Lei 3.240, agora será possível realizar o sequestro de bens em casos de crimes que envolvem descontos indevidos nos benefícios.

Alvo do Sequestro de Bens

Não apenas os bens diretamente ligados ao investigado podem ser sequestrados, mas também patrimônios transferidos a terceiros ou associados a pessoas jurídicas usadas nas fraudes. Essa abordagem reforça a intenção do governo de deter práticas fraudulentas que prejudicam os segurados.

Novas Regras para Crédito Consignado

Proteções Refinadas

A legislação implementa novas camadas de proteção para o crédito consignado. A partir desta data, todos os benefícios serão automaticamente bloqueados para novas operações. Essa mudança garante que a autorização para contratação será obrigatoriamente prévia, pessoal e específica do beneficiário. Este cuidado é uma correção necessária em um cenário onde muitos aposentados e pensionistas foram prejudicados.

Procedimentos de Desbloqueio

O desbloqueio dos benefícios será realizado por meio de métodos seguros, como biometria ou assinatura eletrônica qualificada. Após cada operação de crédito consignado, o benefício retornará ao status de bloqueio, e fica proibida a contratação por procuração ou por telefone. Essas novas regras visam prevenir abusos e assegurar que os beneficiários tenham total controle sobre suas finanças.

Proteção de Dados e Transparência

Reforço na Aplicação da LGPD

A nova norma ainda enfatiza a importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no âmbito do INSS. Com isso, estabelecem-se regras mais claras sobre o tratamento das informações pessoais dos segurados e a proibição expressa do compartilhamento não autorizado de dados.

Vetos do Presidente Lula

Justificativas para o Veto

Apesar das importantes conquistas advindas da Lei 15.327, algumas disposições foram vetadas pelo presidente Lula. Entre elas, destacam-se as que atribuíam ao INSS a responsabilidade de realizar busca ativa para identificar beneficiários prejudicados por descontos indevidos.

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Na justificativa, o governo apontou que essa medida poderia expor a autarquia a riscos jurídicos e operacionais, além de gerar custos que não tinham uma estimativa orçamentária definida.

Outros Dispositivos Votados

Os trechos que permitiam aos beneficiários receberem o ressarcimento diretamente do INSS com posterior cobrança das entidades responsáveis também foram vetados. Em linha com essa decisão, foi rejeitada a proposta que transferia ao Conselho Monetário Nacional a definição das taxas máximas de juros para o crédito consignado.

Estruturas Biométricas e Regras Desnecessárias

Além disso, foram vetadas regras que obrigavam o INSS a manter uma estrutura biométrica em todas as unidades de atendimento presencial, assim como dispositivos que estavam desconectados do objeto central da norma.

Tramitação Legislativa

Origem da Lei

A Lei 15.327 teve origens no Projeto de Lei 1.546/2024, de autoria do deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB). O projeto foi discutido e aprovado no Plenário em novembro, sob a relatoria do senador Rogério Marinho (PL-RN). A tramitação da norma mostra a urgência e a relevância do tema em questão, especialmente quando se considera o crescente número de casos de fraudes e abusos que afetaram aposentados e pensionistas nos últimos anos.

Importância do Poder Legislativo

A aprovação desta lei e a atuação do Congresso Nacional evidenciam uma preocupação mútua em garantir a proteção dos direitos dos cidadãos, especialmente os mais vulneráveis. Essas mudanças representam um avanço necessário para a segurança financeira dos aposentados no Brasil.

A sanção da Lei 15.327 é um marco relevante na proteção dos direitos de aposentados e pensionistas do INSS. As novas normas visam proteger os beneficiários de descontos abusivos e fraudes, oferecendo mecanismos claros para ressarcimento e responsabilização das entidades que realizam cobranças indevidas. O fortalecimento dessas medidas pode proporcionar um ambiente mais seguro para os segurados, assegurando que eles tenham o direito de desfrutar de seus benefícios sem receio de abusos. Para os aposentados, essa legislação é um passo positivo em direção à maior transparência e segurança no manejo de suas finanças.

Equipe responsável pela curadoria e publicação das principais notícias no Fórum 360. Nosso compromisso é informar com agilidade, clareza e responsabilidade.

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INSS

Prazo para Contestação de Descontos Indevidos do INSS Está Preste a Terminar

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Prazo para Contestação de Descontos Indevidos do INSS Está Preste a Terminar

O governo federal planeja a prorrogação do prazo para que beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possam contestar descontos indevidos realizados por entidades e associações em seus benefícios. Com a data inicial de contestação prevista para esta sexta-feira, 14 de outubro, fontes próximas ao governo indicam que essa data pode ser estendida em 90 dias. O anúncio oficial deve acontecer na próxima segunda-feira, 10, ou na terça-feira, 11.

Contexto dos Descontos Indevidos

Esses descontos vêm gerando polêmica e descontentamento, uma vez que envolvem um escândalo que desviou bilhões de reais destinados a aposentados e pensionistas em todo o país. O impacto dessas irregularidades é visível nas contas de muitos brasileiros, o que leva à necessidade de uma ação rápida por parte dos beneficiários para recuperar o que lhes foi retirado indevidamente.

Devoluções em Números

De acordo com um balanço recente do INSS, mais de 6 milhões de beneficiários alegam não reconhecer os descontos aplicados nos últimos anos, o que prejudicou o valor de suas aposentadorias e pensões. Enquanto algumas entidades tentam justificar essas cobranças com documentos que supostamente comprovam autorização, muitos beneficiários seguem reclamando da irregularidade.

Ainda segundo os dados do INSS, 4,8 milhões dos beneficiários que questionaram as cobranças estão aptos a participar do programa de devolução de valores. No entanto, apenas 3,7 milhões desses beneficiários, ou 77,4% do total, já formalizaram o pedido de ressarcimento.

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Como Realizar a Contestação dos Descontos

O prazo a ser prorrogado representa a fase inicial do processo de entrada no programa de ressarcimento para aqueles que tiveram cobranças indevidas em suas aposentadorias e pensões. Para facilitar o acesso ao programa, o INSS disponibiliza três diferentes canais para que os beneficiários façam suas contestações:

1. Aplicativo Meu INSS

Os beneficiários podem acessar o serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas” através do aplicativo ou site do INSS. Essa plataforma digital é uma opção prática e rápida para realizar a consulta e formalizar a contestação.

2. Central 135

A Central de Atendimento 135 oferece suporte gratuito todos os dias, de segunda a sábado, entre 7h e 22h. Através dessa linha, os beneficiários podem obter informações e assistência para efetuar suas reclamações.

3. Agências dos Correios

Com mais de 5 mil agências em todo o Brasil, os Correios também disponibilizam atendimento assistido e gratuito para ajudar os aposentados e pensionistas que desejaram contestar os descontos.

Impacto do Programa de Devolução

Até o momento, o programa de retorno de valores já devolveu aproximadamente R$ 2,5 bilhões a 3,7 milhões de aposentados e pensionistas que aderiram ao programa de ressarcimento. Esses números mostram a relevância da iniciativa e o quanto muitos brasileiros ainda podem se beneficiar dela.

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Importância da Adesão ao Programa

Com a possibilidade de prorrogação do prazo, é fundamental que os beneficiários estejam atentos e mobilizados para realizar suas contestações. O ressarcimento das quantias desviadas pode fazer uma diferença significativa no orçamento de muitos lares, especialmente em um cenário econômico desafiador.

O Que Fazer Agora?

Ressaltamos que, com a provável extensão do prazo para contestação dos descontos indevidos, é essencial que os beneficiários do INSS liguem os alarmes e se informem sobre seus direitos. A adesão ao programa de devolução é uma oportunidade de reaver valores que pertencem a cada um, impactando de forma direta a qualidade de vida dos afetados.

Portanto, munidos de informação, agilidade na contestação e um acesso fácil aos canais de atendimento, os beneficiários poderão se organizar para garantir seus direitos e reverter os danos financeiros causados por descontos indevidos. A informação é a chave para a recuperação desses valores e para a proteção dos recursos dos aposentados e pensionistas.

Essa situação evidencia a importância da vigilância quanto aos descontos aplicados nas aposentadorias e pensões. Fique atento e não perca a oportunidade de assegurar que seus direitos sejam respeitados.

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CPMI

Presidente da Conafer é preso por falso testemunho em CPMI

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Prisão e Liberação de Carlos Roberto Lopes: Entenda o Caso

Na madrugada desta terça-feira, 30 de outubro, Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), foi preso em flagrante durante seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A prisão ocorreu após cerca de nove horas de testemunho e foi determinada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sob a acusação de falso testemunho, conforme prevê o artigo 342 do Código Penal.

O Contexto da Prisão

A convocação de Carlos Lopes para a CPMI tinha como objetivo esclarecer questões relacionadas a irregularidades envolvendo a Conafer e o INSS. A confederação é investigada por práticas de desconto indevido nas mensalidades de aposentados e pensionistas, que, segundo a Polícia Federal, ocorreram sem a devida autorização dos beneficiários.

A situação se agrava quando consideramos que essa não é a primeira prisão vinculada à CPMI. Na semana passada, Rubens Oliveira, identificado pela Polícia Federal como intermediário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, também foi preso.

Detalhes da Oitiva

Durante seu depoimento, Carlos Lopes foi advertido sobre sua obrigação legal de fornecer informações verídicas. No entanto, segundo o senador Carlos Viana, Lopes omitiu informações cruciais e apresentou contradições em suas respostas. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou Lopes sobre a identidade do sócio da Santos Agroindústria Atacadista e Varejista, empresa que, segundo o relator, recebeu R$ 800 milhões da Conafer.

Lopes afirmou inicialmente não conhecer o sócio, que se revelou ser Cícero Marcelino, um funcionário da Conafer e alvo de uma operação da Polícia Federal em maio deste ano. Posteriormente, Lopes admitiu conhecer Marcelino, mas negou que ele fosse um funcionário, referindo-se a ele como um fornecedor de bens e serviços da Conafer.

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As Implicações das Omissões

As contradições e omissões de Carlos Lopes durante sua oitiva levantam sérias questões sobre a transparência e a integridade das operações da Conafer. A comissão de investigação argumenta que essas ações configuram uma tentativa deliberada de obstruir as investigações.

A Conafer, nos últimos seis anos, registrou um crescimento alarmante nos descontos aplicados sobre os benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Entre 2019 e 2024, esses descontos aumentaram em mais de 790 vezes, totalizando R$ 688 milhões. Tais cifras indicam uma possível prática irregular que pode ter afetado um grande número de beneficiários.

O Papel de Cícero Marcelino

Cícero Marcelino, mencionado no depoimento de Lopes, é considerado um operador financeiro da Conafer. As investigações apontam que ele teria recebido mais de R$ 100 milhões em verbas do INSS e é suspeito de adquirir veículos de alto valor utilizando recursos oriundos de fraudes.

A relação entre Lopes e Marcelino é crucial para entender as dinâmicas dentro da Conafer e as possíveis irregularidades que estão sendo apuradas. A defesa de Lopes, que tentou minimizar a relação com Marcelino, levanta dúvidas sobre a transparência das operações da associação.

O Impacto das Investigações

As investigações em torno da Conafer não afetam apenas a reputação da organização, mas também a de seus associados e beneficiários. O aumento nos descontos sem autorização dos pensionistas pode ter causado danos significativos às finanças pessoais de muitos aposentados.

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Além disso, a situação de Carlos Lopes e as acusações de falso testemunho podem ter repercussões legais mais amplas. A fiança paga por Lopes garantiu sua liberação temporária, mas a continuidade das investigações poderá levar a novas consequências.

A Conafer e Suas Atividades

A Conafer, além de ser uma entidade associativa voltada para agricultores familiares, também atua em diversas áreas, incluindo o melhoramento genético de gado e a promoção de produtos artesanais, como artesanato indígena. Carlos Lopes, além de sua posição na confederação, é sócio de uma empresa de melhoramento genético e proprietário de um quiosque no Aeroporto de Brasília, onde vende artesanato indígena.

A prisão de Carlos Roberto Lopes e as investigações em torno da Conafer revelam um cenário complexo envolvendo questões de transparência, ética e legalidade. A CPMI do INSS continua a investigar as alegações de irregularidades, que podem ter impactos significativos na vida de aposentados e pensionistas. A situação ressalta a importância de uma fiscalização rigorosa sobre as práticas das entidades que lidam com recursos públicos, especialmente quando se trata de benefícios sociais.

Os desdobramentos desse caso devem ser acompanhados de perto, não apenas pelos envolvidos diretamente, mas por toda a sociedade, que necessita de garantias de que os recursos destinados aos aposentados sejam geridos de maneira responsável e íntegra. A continuidade das investigações e o acompanhamento das ações da CPMI são fundamentais para assegurar a justiça e a proteção dos direitos dos beneficiários do INSS.

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Economia

Oposição ataca irmão de Lula em audiência sobre fraudes no INSS

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Oposição ataca irmão de Lula em audiência sobre fraudes no INSS

Investigação sobre Descontos no INSS Ganha Repercussões Politicas: Oposição Questiona Sindnapi na Câmara

Por Constança Rezende, Brasília – DF (Folhapress)

A audiência da Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado da Câmara realizada no dia 28 de setembro trouxe à tona uma série de questionamentos sobre a atuação do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical). A entidade, que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Lula, tornou-se um alvo de deputados da oposição.

Oposição Acusa Sindnapi de Irregularidades

Quatro deputados da oposição utilizaram a audiência para indagar o delegado da Polícia Federal, Carlos Henrique Oliveira de Sousa, sobre a atuação do sindicato. A pressão se intensificou desde que a entidade começou a ser investigada por supostos descontos indevidos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

Críticas à Inação da Polícia Federal

O presidente da comissão, Paulo Bilynskyj (PL-SP), não hesitou em criticar a morosidade da Polícia Federal em investigar a entidade. Bilynskyj se questionou sobre por que o Sindnapi ainda não havia sido alvo de uma investigação mais severa, considerando uma suposta variação de R$ 108 milhões nos recursos arrecadados pela instituição entre 2021 e 2023.

“Há indícios de que a nomeação de Frei Chico a um cargo de liderança foi um pedido pessoal do presidente Lula”, afirmou o deputado, reforçando sua crítica à falta de ações concretas por parte das autoridades.

Retirada de Deputados da Base Governista

A audiência rapidamente se transformou em um embate político. Os deputados que fazem parte da base governista, que inicialmente estavam inscritos para falar, decidiram se retirar quando perceberam que o debate se tornava mais político do que técnico.

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A Resposta da Polícia Federal e o Desdobramento da Investigação

Carlos Henrique Oliveira, representante da PF na audiência, tentou se resguardar de comentários políticos, mas destacou que as investigações estão apenas no início. “Nós teremos ainda várias investigações a realizar. O campo se apresenta muito mais amplo do que inicialmente previsto”, declarou o delegado, deixando a porta aberta para novas apurações.

O Impacto Político do Caso Frei Chico

A utilização política do nome de Frei Chico tem gerado preocupação tanto em círculos governamentais quanto nas redes sociais. Informações sobre ele têm circulado em grupos de direita, visando desacreditar a imagem do presidente Lula. Em resposta, uma operação discreta foi organizada para proteger Frei Chico e a integridade do Sindnapi.

Sindnapi em Foco: Fraudes e Investigações

O sindicato foi incluído pela Polícia Federal na lista de entidades sob investigação. Contudo, embora tenha sido alvo de atenção, não foi classificado como uma das principais associações envolvidas em um esquema de fraudes orçado em R$ 2,5 bilhões.

Crescimento da Entidade e Suspeitas

O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou um crescimento significativo no número de associados do Sindnapi, que subiu de 237,7 mil em dezembro de 2021 para 366,2 mil em dezembro de 2023. Esses dados levantam questões sobre a forma como a entidade tem operado e a legitimidade de suas ações.

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A Defesa do Sindnapi

Em meio a esse cenário desafiador, o Sindnapi se defendeu através de um documento formal, alegando que está sendo alvo de ataques injustos. O presidente da entidade, Milton Cavalo, argumentou que toda essa controvérsia estaria ligada ao fato de Frei Chico ser irmão do presidente Lula, insinuando uma motivação política por trás das alegações.

“Estamos sendo atacados como parte de uma estratégia para desestabilizar um sindicato respeitado e combativo”, lamentou Cavalo.

Contexto Histórico de Frei Chico

Frei Chico não é um novato na defesa dos direitos dos aposentados. Antes de assumir a vice-presidência, ele já ocupava cargos de direção dentro da entidade e tinha responsabilidade sobre processos de anistia de associados perseguidos pelo regime militar.

Conclusão: Questões a Serem Resolvidas

O cenário atual em torno do Sindnapi e suas investigações levanta muitas questões sobre a transparência e a integridade das instituições envolvidas. O que se observará nos próximos meses seguramente influenciará o clima político do país.

Os desdobramentos da investigação podem afetar não apenas o Sindnapi e seu vice-presidente, Frei Chico, mas também a situação do governo de Lula e a confiança dos cidadãos nas entidades que deveriam defender seus direitos. Enquanto isso, resta acompanhar como a Polícia Federal avançará nesta investigação e como isso impactará no debate político nacional.

Diante das diversas implicações, a situação clama por uma vigilância constante. Para os cidadãos, é essencial permanecer informado e questionar as ações que podem impactar diretamente sua vida e seus direitos.

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